Amamentação: Mitos, Alimentação da Mãe, Produção de Leite e muito mais

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Muitos mitos e crenças existem quando falamos em amamentação. Quem nunca ouviu falar sobre leite fraco ou que alimentos como canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite? Muitas mães consomem ou deixam de consumir certos alimentos, achando que podem evitar cólicas na criança e até mesmo por acreditarem que certos alimentos aumentam a produção de leite. Porém, não há comprovação científica do efeito de alimentos como lactogogos, ou seja, que poderiam aumentar essa produção. Na amamentação, o volume de leite produzido depende principalmente da frequência das mamadas, pois a sucção que o bebê faz no seio estimula as terminações nervosas encontradas na aréola e no mamilo, ajudando na secreção de ocitocina e prolactina, hormônios envolvidos na produção do leite.
A cólica dos bebês pode estar relacionada aos aspectos ligados ao próprio bebê, à mãe e ao ambiente, e não há comprovações de que a alimentação materna influencie. De modo geral, as mulheres que amamentam não necessitam evitar determinados alimentos, mas se for percebido algum efeito na criança de certo alimento da dieta materna, indica-se sua retirada, e, após um tempo, a reintrodução, observando atentamente a reação da criança. Caso os sintomas da criança melhorem, deve-se evitar seu consumo.



No período de lactação, há um aumento da necessidade hídrica, assim a mãe deve ingerir em torno de três litros de líquidos por dia, dando sempre preferência à água. A ingestão de álcool não é recomendada durante a amamentação, uma vez que ocorre mudança no odor do leite materno e o teor de álcool presente neste, pode interferir no poder de sucção e diminuir os reflexos fisiológicos do bebê. Já a ingestão de cafeína não é contraindicada, porém deve ser controlada (quantidade segura: 150 ml por dia), pois pode provocar desconfortos no bebê, como insônia e irritabilidade. Lembre-se que outros alimentos como chocolate, chá mate e preto e alguns refrigerantes a base de cola também possuem cafeína.

Larissa Paixão.
Nutricionista – Universidade de Brasília – UnB
CRN 1- 10173
Pós-graduada em Nutrição Materno Infantil pela Instituição Estácio
Pós-graduanda em Nutrição Clínica, Funcional e Fitoterápica na Instituição Laboro.
Atendimento nutricional para o público materno infantil

Equipe LC Saúde, Nutrição e Bem-estar