DETOX OU DESTOXIFICAÇÃO?

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM MUITAS DIETAS DETOX, MAS NÃO CONHECIA O TERMO CORRETO PARA ESSE PROCESSO

Muitas dietas divulgadas como DETOX  têm promovido restrições drásticas, principalmente, de proteínas e consequentemente de micronutrientes e energia. Esse déficit acaba  gerando uma redução de peso rápida, porém nada saudável e não sustentável ,implicando em perda de massa magra, além de gerar carências graves de nutrientes como anemia, se prolongadas.

O que se sabe é que o órgão principal nesse processo ó fígado. Para o fígado conseguir eliminar todas as toxinas que tanto são combatidas nessas dietas, as proteínas, as  vitaminas e os minerais são fundamentais.  O que determina o sucesso é principalmente a variedade e a qualidade  das hortaliças, a ingestão abundante de água e a eliminação de álcool, açúcar em suas diversas formas e alimentos processados da alimentação. Manter proteínas de boa qualidade e reduzidas em gorduras saturadas é o ideal, além de evitar derivados de leite ricos em lactose pela grande dificuldade de digestão da mesma além de seu poder alergênico.

Conheça mais sobre o processo :  DETOX…. DESTOXIFICAÇÃO

É o processo pelo qual o organismo ou célula busca eliminar ou reduzir a atividade de determinadas substâncias xenobióticas ou endógenas (“tóxicas”). Através do processo de destoxificação, ocorre a transformação de substâncias apolares (lipossolúveis- não solúveis em água) em polares (hidrossolúveis- solúveis em água), facilitando a eliminação principalmente pela urina ou bile.

Este processo se dá em três fases, sendo que na fase I ocorre a biotransformação ou bioativação, através de várias enzimas hepáticas ou extra-hepáticas. A fase II consiste na transformação das toxinas em moléculas hidrossolúveis e de fácil excreção, além de neutralizar sua reatividade. Após as fases I e II, forma-se um metabólito de fácil excreção através da P-glicoproteína que será eliminado através das vias biliares, renais ou intestino, chamado fase III. O antioxidante mais importante para neutralizar os radicais livres produzidos nas fases I e II é a glutationa.

Alguns fatores podem influenciar no processo de destoxificação, como o consumo de bebidas alcoólicas ou medicamentos, jejum e deficiências de proteínas reduzem o nível de glutationa hepática, podendo ocasionar o aumento da toxicidade de substâncias eliminadas por esta via.

É fundamental a presença de nutrientes como as vitaminas do complexo B, ácido ascórbico, tocoferol, ferro, cálcio, magnésio, cobre e zinco.O uso de antioxidantes como vitamina E, betacaroteno, vitamina C, selênio, glutationa, l-cisteína, curcumina, fosfatidilcolina entre outros, são utilizados no processo de destoxificação impedindo a formação e intercepção dos radicais livres, protegendo as células do estresse oxidativo e de substâncias altamente reativas geradas no processo de biotransformação. O uso de ativos como o resveratrol, curcumina e fitoterápicos, considerados anticarcinogenicos e capazes de agir no aumento da síntese de enzimas destoxificantes, protegem os hepatócitos e eliminam os xenobióticos.

Alimentos obrigatórios nesse processo são: folhas verdes escuras como couve, rúcula, agrião, hortelã, brócolis; frutas cítricas, maças, pêras, uvas, hortaliças como cenoura,gengibre, aipo,pepino, beterraba; farelos de aveia, linhaça, chia; peixes ricos em Omega 3

A melhor maneira de saber que alimentos e quais estratégias usar é procurar um nutricionista que individualize a sua dieta de acordo com seu perfil, sua atividade física e seus gostos pessoais.

Larissa Cerqueira