Emoções em quarentena

Como está sua rotina nesta quarenta? Tem tido sucesso no cumprimento de suas metas? Como está sua alimentação e sono? Sente-se inútil por não manter um ritmo? Tudo bem, caso não consiga. Se você quebrasse sua perna hoje, como vc se acolheria? Negligenciaria a lesão? Daria atenção e zelo? Quando o assunto é dor emocional, existe um machucado na sua alma. Como vc cuida dessa ferida? Lidamos com menos atenção provavelmente. Por que a resistência de pedir ajuda? Por que a vergonha ou culpa por estar fragilizado? Por que esconder suas fragilidades emocionais?
Quando o assunto é emoção, já notou os cuidados de que você dá a si mesmo? As pessoas querem a cura para ontem e se cobram por não conseguirem. Vivemos em um mundo onde “esperar” não faz mais parte do vocabulário. Aprendemos que temos que dar “conta de tudo” perfeitamente.Tudo bem se não conseguir manter uma rotina pré-estabelecida ou não ter chegado a uma meta. Aprender a ser mais justo consigo e respeitar sua limitação são fundamentais para o desenvolvimento do seu amor-próprio. Quando não atingimos as nossas expectativas, é comum sentirmos decepção e termos posturas de julgamento, culpabilização, certo “desprezo” de si mesmo. Ficamos com raiva porque sentimos dor, culpa, vergonha e por não sermos capazes de ir tão rápido ou longe quanto gostaríamos. Aprendemos que punir a nós mesmos é o “certo”. Não aprendemos a acolher a nossa falha. Você sabe respeitar a sua limitação? Você é capaz de reconhecer suas fragilidades? Saber se acolher também faz parte do processo, a fim de encontrar soluções para seus problemas de forma justa. Precisamos ser resilientes e isso é desenvolvido na prática da vida. Entenda que a cura não tem tempo certo para iniciar/terminar, pois é uma caminhada. Assim, selecione as companhias que possam ser luzes para ti nesses momentos. Escolher um bom profissional para te orientar nas “quedas” também tornará as coisas mais leves e te ajudará a entender que, antes de voltar a correr como antes, é preciso se acolher primeiro com amor para, depois, aprender a andar novamente.