Intolerância à lactose

Intolerância à lactose não é sinônimo de dieta com produtos Lacfree! A intolerância à lactose (principal carboidrato do leite) nada mais é que a sua má digestão e absorção no intestino delgado causada pela redução da atividade da enzima lactase.

Entre 30 min e 2 horas após consumo, a lactose gera problemas gastrointestinais aos intolerantes como náusea, cólica, flatulência, diarreia, inchaço, dor abdominal, etc.

Não é necessária, na maioria dos casos, a eliminação completa da lactose. A recomendação geral é evitar o consumo de produtos que contenham alta quantidade de lactose como o próprio leite (líquido ou em pó) e sua combinação com açúcar, mas só em último caso, ingerir a enzima lactase isolada ou apelar para os produtos Lacfree (também acrescidos da enzima). 🍼Algumas pessoas toleram em torno de 11g (= 240 ml de leite por dia), enquanto outras, só pequenas quantidades (2 a 3g de lactose = 1 tablete pequeno de chocolate ou 100g de queijo fresco). Há casos mais severos, bem mais raros.

Em geral, a alternativa é consumir laticínios com quantidade de lactose reduzida pela fermentação, como iogurtes naturais, coalhadas (os azedinhos, ambos sem açúcar) e queijos mais curados, ou seja, mais amadurecidos. Esses queijos passaram mais tempo em processo de fermentação, e a lactose foi transformada em outros componentes. Exemplos: parmesão, gorgonzola, brie, camembert, feta.

Os mais ricos em lactose são os mais processados (ex: cheddar, polenguinho) e os frescos como o minas frescal e a mussarela.

Outra opção é simplesmente preferir as opções vegetais como o tofu, leites de castanhas, de coco naturais.

Como a informação sobre a presença e a quantidade de lactose nos rótulos de alimentos industrializados não é obrigatória na legislação brasileira, o trabalho do nutricionista é dificultado e o consumidor fica no escuro, tendo que buscar o SAC da empresa.

Antes de gastar rios de dinheiro com produtos lacfree, vale a pena seguir esses princípios e moderar nas porções de laticínios por dia, observando sempre as manifestações intestinais.

Quanto menos alteração no alimento, melhor.