Overtrainning por Cássia Freitas

 

overtrainning

Sabemos que o exercício físico provoca várias alterações fisiológicas, metabólicas, musculares e psicológicas que melhoram a qualidade de vida dos indivíduos. Entretanto, no sentido inverso, o excesso pode provocar uma fadiga generalizada conhecida como overtraining.

Overtraining significa uma sobrecarga ou um excesso de estimulação: um aumento muito rápido de volume ou da intensidade das sessões de treinamento, instruções forçadas de movimentos tecnicamente muito difíceis, métodos de programas de treinamento muito intensos, pausas de recuperação insuficientes, alimentação deficientes e outros distúrbios.

Antigamente associada somente a atletas profissionais e amadores, atualmente o “culto ao corpo perfeito” está desenvolvendo essa doença nos frequentadores de academias.
O corpo humano apresenta uma série de respostas hormonais e sinalizações toda vez que o corpo se exercita, descansa e quando come. Mecanismos compensatórios ocorrem em diversos níveis celulares em praticamente todos os tecidos durante o repouso e a alimentação adequada.
Quanto mais exaustivo, intenso e prolongado for um treino, maior será a demanda para reparar todo o processo inflamatório e de degradação que houve durante o exercício.
O corpo emite sinais que irá “quebrar”, assim o overtraining pode causar um ou mais dos sintomas abaixo:

  • Cansaço anormal
  • Sintomas depressivos
  • Perda de apetite
  • Irritabilidade
  • Perda de força
  • Contusões e resfriados frequentes
  • Dores de cabeça
  • Sede anormal
  • Insônia
  • Tremor nas mãos
  • Ansiedade

O tratamento do overtraining é obrigatoriamente a redução drástica do treino ou em casos mais graves a interrupção da atividade física e das competições. Quando o praticante de atividade física busca bons resultados e melhor qualidade de vida, ele deve ter acompanhamento de um médico, profissional de educação física, nutricionista e também um fisioterapeuta. Sendo diagnosticado em tempo, sem que haja complicações mais sérias, principalmente as provocadas pelos distúrbios hormonais, o quadro é reversível.

Cássia Cirqueira de Freitas

Educadora Física

Graduada pela Universidade de Brasília

CREF nº 3460 DF