Publicidade Infantil

 

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Em meio a várias opções de entretenimento, a televisão está presente no cotidiano e por muitas vezes a criança está exposta ao conteúdo veiculado. A publicidade dirigida a esse público relaciona-se com o consumo de alimentos não saudáveis contendo açúcar, gordura e sal em excesso. Estímulos a partir de imagens, brindes, personagens e animações divertidas são ferramentas comuns nesse meio e que alcançam facilmente o publico infantil. As criticas mais ferrenhas consideram uma tática covarde, pois se aproveitaria da ingenuidade característica da infância podendo gerar consequências irreversíveis para saúde dessa criança ate a vida adulta. Por ser uma fase da vida onde os hábitos alimentares se concretizam, é de extrema importância a intervenção dos pais, responsáveis e cuidadores diante da exposição das crianças aos meios de comunicação e principalmente à televisão.

No dia 10 de março, o STJ coibiu a publicidade dirigida a crianças relativa à campanha da Bauducco “É Hora de Shrek” como uma forma de proteção a esse público vulnerável. Considerada um avanço, a decisão contribuiu para que as empresas passem a elaborar outras estratégias de divulgação de seus produtos e serviços dentro da dos requisitos da lei. Entretanto, ainda há muitas falhas na execução normas protetoras apesar de ter sido um passo importante.

A exposição à televisão prende a atenção e desperta o desejo da criança. Estudos relatam esse fato a um aumento no risco de sobrepeso e doenças associado geralmente à ingestão de produtos industrializados durante a programação e ao apelo da indústria ao consumo de alimentos não saudáveis.

Os pais são peças chave no processo de consolidação de hábitos alimentares de seus filhos. A escolha e aquisição de alimentos para as crianças parte dos responsáveis pela criança, assim como o acesso ao conteúdo televisivo. Portanto, criança que presencia maus hábitos tende fortemente a reproduzir maus hábitos. A forca do exemplo dentro de casa pode superar qualquer apelo externo e, dessa forma, o bom exemplo surte enorme efeito positivo na vida de uma criança em formação. A educação infantil engloba a educação alimentar e pode e deve extrapolar o âmbito da escola, pois em casa que a criança desenvolve seus princípios, caráter, valores e senso-crítico. Ou seja, por mais que os meios de comunicação se submetam a limitações legais, para eles sempre haverá meios para estimular os mais vulneráveis a consumir seus produtos já que seu grande interesse permanece sendo o comercial.   Diante de uma formação solida em casa esse futuro adulto terá condições de fazer as melhores escolhas, garantir uma vida mais saudável replicando esse estilo de vida `as gerações seguintes.

Nathália Pantaleão

Graduanda Nutrição Universidade de Brasília-UnB

Estagiária – Equipe LC Nutrição e Bem- estar

e Larissa Cerqueira

Nutricionista-UnB – CRN 1-5674

Especialista em Nutrição Esportiva-UGF e Musculação e Treinamento de Força-UnB

Referências :

  • Criança e Consumo. Decisão histórica: STJ proíbe publicidade dirigida a crianças. Disponível em: < http://criancaeconsumo.org.br/noticias/decisao-historica-stj-proibe-publicidade-dirigida-as-criancas/>

 

  • RAMOS, Maurem et al. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil. Jornal de Pediatria, v. 76, n. Supl 3, p. S229-S237, 2000. Disponível em: < http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-S229/port.pdf>

 

  • RIBEIRO, Débora Cristina B.; EWALD, Ariane Patrícia. Ética e publicidade infantil. Comunicação & Inovação, v. 11, n. 20, 2010. Disponível em: < http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_comunicacao_inovacao/article/view/951/774>