Você come o que você sente: A influência das emoções na sua alimentação Parte 2

Desde o útero materno, nossa relação com a comida é margeada pela vivência emocional de nossas mães. O bebê presencia tanto as emoções negativas quanto as positivas vivenciadas pela mãe. Desde pequeno, somos inseridos no mundo dos sabores, iniciando-se a formação do paladar doce, salgado, azedo, amargo. Se presenciarmos um pai ou uma mãe comendo chocolate no momento da raiva, podemos associar a ingestão do doce ao “alívio de emoções negativas”.
O bebê sente fome e expressa a dor por meio do único instrumento que tem: o choro. Ofertar alimento à criança é um meio de satisfazer a sua necessidade e demonstrar-lhe amor. Depois que nascemos, a relação entre comida e afeto tende a ser ampliada e solidificada. A experiência de ser alimentado é, por si só, reconfortante e desenvolve um vínculo entre mãe-filho, bem como amor, proteção e segurança. A alimentação do bebê é acompanhada, muitas vezes, de contato físico e palavras de carinho, o que fortalece a relação entre alimento e emoção. Para o bebê, a sensação de ser amado, protegido e cuidado ganha significado quando ele é tocado, olhado, aquecido, reconfortado, e todas essas ações são potencializadas no momento da alimentação.